Relacionamentos Digitais

Conforme a tecnologia avança será que o amor esfria? Saiba como manter os relacionamentos saudáveis na era tecnológica.

Há pouco tempo atrás se você quisesse falar com alguém você se deslocava para casa da pessoa e literalmente fazia uma visita… Hoje usamos o celular como extensão do corpo e as visitas nem sempre acontecem, só tocamos uma campainha se for muito necessário e olhe lá.

Para alguns isso pode significar conforto, mas será que realmente substitui a presença física?

Quando por compromissos a distância se apresenta a tecnologia é aliada, mas quando a pessoa está no quarto ao lado e falamos com ela por WhatsApp isso já se torna no mínimo estranho, hoje pode parecer natural, mas seria um absurdo uma década atrás.

O contato físico diminuiu tanto de uns anos para cá, que geralmente mal nos tocamos e desconhecemos nossos vizinhos.

Quem nasce nesse cenário não questiona pois, nunca viu outra realidade possível, mas nós conscientes por experiência, sabemos que não é “humano”.

A tecnologia é uma benção quando usada e não quando somos usados pela tecnologia.

Hoje temos vários aplicativos de paquera e relacionamentos mas nota-se desvios de personalidade sendo comum, pessoas vazias onde as suas únicas “qualidades” estão voltadas para a beleza física e bens materiais.

Em uma análise comportamental, pessoas que perderam a capacidade de se relacionar no mundo real, realmente não tem noção nenhuma de comunicação, relacionamento e comportamento, mas são muito boas em criar perfis, criando uma vida ilusória no meio digital, conseguem, ter até certo ponto uma relação virtual, mas são incapazes de se relacionar no mundo real. São muito exigentes mas têm pouco para oferecer em troca.

Um ser humano emocionalmente saudável é capaz de criar amizades ou conhecer pessoas de forma natural e em quase todos os lugares, na rua, no mercado, em uma fila, no ônibus e sim em festas, baladas e qualquer lugar de convívio comum.

Todos nós precisamos, vez ou outra, realizar terapia para curarmos experiências traumáticas e recuperarmos a capacidade de nos relacionar.

Solidão e Relacionamento

93% da nossa comunicação é não-verbal e no meio digital acabamos por perder muita informação.

Um outro ponto nas relações são que hoje, a quantidade está em alta e a qualidade em baixa. Prefere-se ter vários casos do que se aprofundar em um relacionamento. Então pessoas trocam de pessoas como se trocassem de roupa.

“Sexo casual é o novo modelo de relacionamento.
Uma mensagem, um olhar, algumas palavras e pronto! O sexo ganhou um novo pseudônimo; o aclamado: “foda”.
Então prepare o preservativo que a noite vai ser de prazer.
Mas a preservação não é só por uma gravidez inesperada ou uma DST, também nos preservamos do compromisso, do apego, das cobranças e também do AMOR.
É mais fácil tirar a roupa do que o sorriso. Tocar corpo do que o coração.
Preferimos alguém pra comer em uma noite, a alguém que fique para comer com a gente no café da manhã.
Estamos tão fragilizados com compromisso que matamos o prazer enquanto a carência nos enterra.
Houve um tempo em que as pessoas faziam amor, e eram felizes.
Mas hoje, elas fodem!!!
E talvez por isso exista pouca gente feliz e tanta gente fodida.”
Marcos Bulhões

O problema é que toda vez que por questão de quantidade ou por medo, deixamos de evoluir e crescer dentro de uma relação, coisas que só um relacionamento duradouro pode trazer, continuamos na imaturidade.

Existem linhas tênues entre amor-próprio e egoísmo e entre sustentar uma relação ou aguentar um relacionamento tóxico, por esse entre outros motivos já citados, que a terapia e o autoconhecimento são tão importantes para o indivíduo e para o casal.

Por um outro lado a conexão virtual veio para aliviar em época de pandemia e corona vírus, pessoas podem pelo menos de forma online ver e falar com pessoas que lhe são queridas.

Vemos os aplicativos de relacionamento como uma opção na quarentena. Naturalmente isso não muda a necessidade do contato físico, presencial, o toque na pele, o abraço etc. E nem a descarta termos uma boa habilidade de relacionamentos e comunicação interpessoal.

Uma geração de crianças e adolescentes com dificuldade de viver fora do mundo online, eles já não compreendem muito bem, como nós podíamos viver em uma época sem internet. Esses são a geração Alpha.

Precisamos para manter saúde física, emocional e mental, viver em totalidade, utilizar o corpo das mais variadas formas possíveis, no Tantra e nas meditações tântricas realizamos esse caminho do volta de contato com o corpo, com o mundo real e com o aqui e agora. Elas nos auxiliam a recuperar a capacidade de comunicação pois trabalha muito o chakra da comunicação na região da laringe, nos ajudam desenvolver a confiança e o amor pois também desenvolve o chakra do amor no coração, e quando o amor se expande damos mais abertura para as relações e relacionamentos, ativam o poder pessoal e dá-nos segurança para viver e realizar.

As meditações ativas promovem uma transformação de dentro para fora, vamos para a seara do sentir, as atividades e dinâmicas atuam no lado direito do cérebro, a região do sentir e das emoções, por esse motivo ocorrem tantas transformações em um pequeno espaço de tempo.

Vou compartilhar uma meditação com você que aprofunda a entrega e a confiança nos relacionamentos, chama-se O oceano do outro:

Há milhões de ondas no mar. Você nunca vê mar apenas as ondas, porque são elas que estão na superfície esqueça as ondas elas não existem de fato, somente o oceano.

Sempre que você tiver tempo, olhe nos olhos do amigo, do seu amor ou de qualquer outra pessoa. Não pense apenas olhe cada vez mais fundo dentro dos olhos do outro. Logo perceberá que as ondas se cruzaram e um oceano se abriu para você.

Os olhos são portas. Se você olhar profundamente, as ondas desaparecerão e o oceano se revelará. Experimente fazer isso com uma pessoa.
Olhe profundamente e não se deixe iludir pela superfície, pois a pluralidade pertence a superfície. Há um oceano ao seu redor. Você e seu ego não passam de uma onda. Atrás do ego está oculto o desconhecido.

Parece simples, mas é uma experiência muito intensa. No início algumas pessoas podem ter dificuldades de olhar nos olhos, mas mantenha-se na meditação.

Obrigado por ler até aqui. Para se aprofundar é possível realizar um desenvolvimento pessoal em atendimentos terapêuticos individuais.